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Recebi hoje minha New Yorker de 28 de maio, um atraso danado. Mas o ensaio Easy Writers de Arthur Krystal, é delicioso e vale a leitura (infelizmente é necessário comprar a edição ou já ter a assinatura para ler). O campo de investigação é muito bem definido: o que seria de nós, reles mortais, sem a literatura fácil, a “genre literature”. Nenhum leitor que se preze vive só de alta literatura. E cada um tem seu escritor das horas difíceis ou tediosas — no meu caso, P.G Wodehouse acaba com qualquer tristeza e Agatha Christie, com qualquer tédio. E não resisto ao magnífico Georges Simenon, para muitos o único “escritor” do gênero policial — e uma das grandes delícias de se conhecer o idioma francês.
Mas muitos dos escritores fáceis de antigamente são hoje respeitados — Somerset Maugham, que aos 23 anos já vivia da literatura e escreveu um excelente conto sobre uma escritora adorada pela crítica: não ganhava um tostão e vivia às custas do marido até ser abandonada por ele. E é então que ele lhe dá um grande conselho: “Ora, por que você não escreve histórias de detetive? A crítica vai adorar ter uma desculpa para ler o que quer, e as massas finalmente cederão a seus livros”. E assim ela fica rica*.
Recentemente sucumbi a Stieg Larsson e adorei. Não tem nada melhor do que um livro gostoso para substituir as horas incontáveis na frente da TV ou os devaneios sem fim de um domingo de solidão.
*: Para descobrir qual o nome do conto, é só dar uma espiada no 2o post do dia…
