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a death in the family, éter, james agee, mar, mãe, outono, rio de janeiro, sofia, steven berkoff, the voyage out, virginia woolf
Fiquei quase um mês sem escrever e acho que devo começar com uma breve atualização literária. Terminei de ler A Death in the Family na versão original e gostei muito. Ainda preciso ler a tradução em português e comentar por aqui, mas agora só posso dizer que o livro é sensível e bonito e me tocou profundamente em alguns momentos. Voltei a ler Steven Berkoff e seu Lunch, fascinante, sempre. E comecei The Voyage Out, de Virginia Woolf, muito recomendado por Tia Tania. Este sim é um livro que me remete a vários momentos inventados de minha vida, aos devaneios de fim de tarde de sol e sono, quando tudo ao meu redor, e às vezes até eu mesma, assumia uma composição etérea, quase irreal. Tinha o maior preconceito contra Ms. Woolf, e se não fosse Tia Tania, nem sei se leria a autora algum dia. Mas agora que li, acho que traz o melhor da literatura inglesa, e brinca com a língua de uma forma muito especial.
O fim-de-semana sem dormir e sem ler — embora com o Kindle a tiracolo – teve muito dessa sensação etérea. Primeiro porque estava no Rio de Janeiro, e é impossível ficar imune à beleza, ao mar, às praias do Rio no outono. Sentamo-nos de frente para o mar, sonolentos. Depois nos aprontamos para visitar minha sobrinha recém-nascida, Sofia. Foi a primeira vez em que segurei um bebê em meus braços depois de adulta e não poderia descrever a minha emoção. Senti-la de tão perto, seu calor de criança muito amada, o coraçãozinho batendo no corpo todo, me fez entender um pouco mais o que significa ser mãe, e por que por tantos anos me neguei a segurar uma criança no colo. Tinha que ser alguém que eu amasse demais, para sentir por completo essa magia. Pequenininha daquele jeito, Sofia faz o mundo um pouco mais gostoso e coloca todo o resto em perpectiva, dando sentido para a vida. E se não houver nada mais, vou querer ao menos dar um priminho para ela.



